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quarta-feira, agosto 03, 2011

HISTÓRIA, FONTES HISTÓRICAS, ESCOLAS HISTORIOGRÁFICAS



História é a ciência que tem como principal objeto de estudo o passado. Surgida na Grécia, teve como pai Heródoto que na obra de mesmo nome narrou a guerra entre os gregos e os persas. A partir daquele momento estava criada aquela que seria denominada a grande mestra da vida, tendo como musa Clio, deusa da memória.
                Por seguir um método é uma ciência. Utiliza-se dos mais variados objetos como fonte, desde que tenham sido criação humana. A partir dos vestígios do que fora utilizado pelo ser humano em outros momentos históricos o historiador tenta reconstituir o modo de vida de outros grupos humanos.
                A história, entretanto não trabalha sozinha: ela tem o apoio de outras ciências, como a geografia, sociologia, química. Cada uma, dentro de suas especificidades, contribui para a tentativa de reconstituir o que passou.
                As fontes históricas podem ser denominadas documentos e podem ser divididos nos seguintes tipos: escritos oficiais e não oficiais – no primeiro enquadramos tudo o que foi produzido por governos, impérios; são os decretos, leis, jornais oficiais; no segundo são colocadas todas as obras escritas pelos que não tinham ligação com o Estado: são os jornais não oficiais, os livros, as revistas. Pinturas são documentos visuais muito úteis para a História assim como a fotografia salientando que são produtos da vontade humana e não devem ser consideradas o passado mas uma tentativa de congelar no tempo algo que foi marcante (no caso mais especifico da fotografia). O que foi produzido para ser escutado também representa os gostos de determinada época.
                Essas são algumas das fontes que o pesquisador, historiador pode utilizar, mas como ele utiliza essa fonte e trata o acontecimento passado diz respeito às escolas históricas. Observe as informações acerca de algumas delas.
                A Escola Positivista, nos meados do século XIX e início do XX, tratava o conhecimento histórico como regido por leis e que se devia descobri-las para poder prever o futuro. Nessa perspectiva, a relação causa-consequência é que tornava possível o próprio conhecimento histórico, estava restrita ao como aconteceu. Como na época de seu surgimento a sociedade estava na eivada de crença no progresso e o Estado era o foco das atenções a história deveria se preocupar com os acontecimentos lineares e selecionados além da ação dos chamados heróis e os fenômenos político-militares.
                A Escola Historicista, por sua vez, tratava o fato histórico como criação do historiador. Seria uma história subjetiva, movida pelo que o historiador vivencia. O documento escrito deveria ser articulado com novas fontes.
                A Escola Marxista, influenciada pelas idéias de Karl Marx, defendia a análise das estruturas sócio-econômicas, sendo a coletividade o objeto de análise. Outro conceito importante usado por essa escola é o de modo de produção, a grande estrutura global que forma a sociedade. Nela o historiador deve se comprometer com a mudança da realidade social.
                Um nível maior de renovação veio com a Escola dos Annales, surgida no período após a primeira guerra. Tinha como premissa a utilização de novos objetos e novas abordagens. A pesquisa histórica deve apreender do passado os fatos históricos e o que eles legaram para o presente para compreender este e, para tanto, é imprescindível a colaboração das outras ciências sociais.

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